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Funk e vídeos impróprios: Invasores fazem ‘baderna’ em palestras online do IFMS
Pessoas que não eram inscritas no evento invadiram e interromperem uma live
MIDIAMAX
Evento online de ciência e tecnologia do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) foi alvo de invasores ontem (21) e hoje (22), que entraram nas palestras e ficaram atrapalhando os participantes. As lives aconteciam por meio de videoconferência, onde somente quem tinha o link poderia participar.
Segundo uma das participantes da live de hoje, que preferiu não ser identificada, a palestra, que tratava sobre feminismo negro, foi interrompida após 15 minutos do início, por volta de 9h. “No começo achei que tinha dado problema na minha internet porque a voz da minha professora começou a falhar e outra voz por cima interrompendo a fala dela”, contou ela ao Jornal Midiamax.
A participante, de 18 anos, disse que após o primeiro invasor começar a falar, mais 10 contas diferentes também entraram e também faziam barulho. “Praticamente todas estavam falando tudo de uma vez então não dava nem para entender. Eram vários grunhidos; colocaram funk ‘proibidão’ pesado […] espelharam vídeos também”, detalhou ela, que ficou assustada com a invasão.
Ela se recorda que haviam vídeos em que apareciam carros, outros com Osama Bin Laden e um com desenho do presidente dos EUA, Donald Trump. Após cerca de 10 minutos que o encontro virtual foi invadido, os organizadores encerraram o evento.
Na palestra de ontem, que acontecia por meio do Google Meet, e era mediada pela professora Mariana Ardnt, duas contas diferentes tentaram atrapalhar o evento. Durante a fala do palestrante, uma pessoa estava com o microfone aberto, de onde saia um som de conversa.
“Depois que eu fechei o microfone [do invasor], em outra conta, começou a tocar um funk”, explicou ela, que após identificar a pessoa, a retirou da sala. Porém, como o participante fez o cadastro no evento, ela tinha acesso a sala novamente. “O que eu fiz: a pessoa entrava e eu tirava, várias vezes. Foi assim até o fim”, contou.
Em uma das entradas, um vídeo inapropriado foi colocado, porém passou despercebido porque o vídeo do palestrante estava fixado na sala para os demais participantes. De acordo com a professora, depois de um tempo, cerca de 10 pessoas pediram para entrar na videoconferência.
“Não tinha mais como fazer cadastro, eles devem ter pegados outras contas para entrar, mas não conseguiram”, disse ela, que explicou que as contas não conseguiam acessar diretamente a sala porque não se inscreveram para o evento.
Segundo apurou a reportagem, o IFMS ainda está debatendo sobre as medidas que serão tomadas. O Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria da instituição, mas até o momento da publicação, ainda não havia um retorno.










