Sem deixar a medicina de lado, Fred Nicácio pretende focar em trabalho de bem estar na TV aberta


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METROPOLITANA 98.5 FM

Na noite da última quarta-feira (24), Fred Nicácio participou do desfile da Isaac Silva no São Paulo Fashion Week e enquanto se arrumava para subir na passarela e desfilar, o ex-BBB conversou com a coluna de Lucas Pasin, no Splash UOL e abriu o jogo sobre o seu foco em trabalho de saúde e bem-estar para TV aberta. O médico deixa claro que espera ser possível encontrar profissionais da saúde como ele: um homem petro, gay e com dreads.

 

 “Como médico dentro do audiovisual tem muito espaço e é um espaço que eu preciso explorar. Nós precisamos reformular, ressignificar esse imaginário coletivo do que é ser médico no Brasil. Com todo respeito e honra que ele tem, o médico tem que ser o Dr. Drauzio Varella. Por que não pode ser um homem preto de dread e gay? Isso precisa ser algo mais normatizado no meio de nós, não pode ser uma surpresa as pessoas entenderem que eu sou eu”, afirmou ele, que seguiu explicando que não pretende deixar a profissão de lado, mas aproveitar dela para explorar novos espaços.

“Eu jamais vou deixar de ser médico, mas, hoje, eu vou focar a medicina dentro do audiovisual, onde eu consigo alcançar muito mais pessoas falando sobre o que eu sempre falei que é saúde e bem-estar. De uma maneira mais ampla, maior, que é na televisão, provavelmente na TV aberta”, afirmou Fred.

 

Fred não espera oportunidade da Globo e detona emissora sobre crime de racismo

 

Durante uma entrevista para o UOL, Fred aproveitou para falar sobre a maneira com que a Globo lidou com o crime de racismo religioso que ele sofreu dentro do BBB 23. Fred afirma que se fosse com os agressores sexuais de Dania Mendez, as atitudes teriam sido diferentes.

 

“Eu acho que é muito improvável que alguém colocasse, por exemplo, a Dania para conviver com os dois importunadores sexuais dela por 48 horas, mas se coloca uma vítima de racismo religioso para conviver com seus três agressores. Ai você consegue perceber que existe essa diferença na hora de catalogar o nível de dor”, afirmou Fred.


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