Após 14 anos, juiz aceita denúncia contra Puccinelli e família de conselheira falecida

Advogado denuncia negociação ilegal para indicação ao TCE


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INVESTIGAMS

Foto: Divulgação/TCE
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O juiz Ariovaldo Nantes, da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, aceitou ação popular do advogado Enio Murad denunciando suposta negociação ilegal para indicação da deputada Celina Jallad (falecida em 28 de fevereiro de 2011) para o Tribunal de Contas do Estado, em 2010.

 

O advogado afirma que o desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho, Abdalla Jallad favoreceu, a pedido de André Puccinelli, então governador, a empresa JBS, quando era presidente da Côrte, em troca da indicação da esposa dele, Celina Jallad, para o Tribunal de Contas.

 

Segundo a denúncia, a justiça concedeu liminar para interditar o frigorífico após nove trabalhadores caírem de uma plataforma em Naviraí. Todavia, dois dias depois, a pedido do então governador, André Puccinelli, o desembargador teria solicitado a revogação da decisão.  

 

O advogado Enio Murad solicita  a anulação da nomeação de Celina e que os herdeiros dela devolvam o dinheiro recebido, bem como que os envolvidos paguem honorários advocatícios de 20% do valor da condenação da ação que tem o valor de R$ 5 milhões.

 

A ação de Ênio tem como base um depoimento do procurador Paulo Douglas de Almeida, que denunciou Jallad no Conselho Nacional de Justiça, relatando o episódio da decisão a favor do JBS.

 

“Pouco tempo antes, estava em discussão a figura da esposa do doutor Jallad para ocupar a função de conselheira do Tribunal de Contas. Quando a investigação que, inciialmente começou como uma advocacia administrativa, ao chegar na Polícia Federal o delegado se convenceu que nós tínhamos ali um tráfico de influência, porque estaria configurada exatamente essa situação. Presto um favor para você, retiro aquela liminar e o governador te ajuda a colocar sua esposa no cargo de conselheira do Tribunal de Contas”, acusa o procurador.

 

Celina ocupou o lugar do conselheiro Osmar Dutra, que se aposentou. Ela faleceu em fevereiro de 2011 e foi substituída por Marisa Serrano.


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