Ex-presidente da FFMS e advogado, Francisco Cezário é suspenso da OAB-MS por 90 dias


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MIDIAMAX

Foto: Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax
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O advogado e ex-presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário de Oliveira, teve sua carteira da OAB-MS (Ordem dos Advogados Brasil – seccional de Mato Grosso do Sul) cassada pelo prazo de 90 dias.

 

O julgamento aconteceu na tarde desta sexta-feira (19/07) no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MS. A votação terminou empatada em 15 a 15, tendo sido incumbido ao presidente do órgão o voto de minerva, ou seja, o voto de desempate.

 

Assim, com o voto de Bitto Pereira, o pleno decidiu pela suspensão temporária de Cezário.

 

Operação Cartão Vermelho

O ex-dirigente da FFMS foi preso no dia 21 de maio, em ação contra desvio de dinheiro na entidade. Cezário já havia sido condenado pelo mesmo motivo, em 2010.

 

Na época, o mandatário foi condenado a pena de quatro anos e cinco meses, em regime semiaberto, por desviar valores na casa dos R$ 56 mil. Ele foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por supostamente ter transferido recursos da entidade para a conta particular.

 

Na atual investigação, denominada ‘Operação Cartão Vermelho‘ o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apurou que o grupo operou desvios que superaram os R$ 10 milhões dos cofres da entidade, no período entre setembro de 2018 a fevereiro de 2023.

 

Cezário foi indiciado como líder da organização, que realizava pequenos saques de até R$ 5 mil para não chamar atenção dos órgãos de controle.

 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos mais de R$ 800 mil, inclusive em notas de dólar. Revólver e munições também foram apreendidos.

 

Os valores eram distribuídos entre os integrantes da organização criminosa. O esquema se estendia também a outras empresas que recebiam altas quantias da federação. Assim, parte dos valores era devolvida ‘por fora’ ao grupo.

 

A organização criminosa também possuía um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Estado de MS em jogos do Campeonato Estadual de Futebol.


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