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Família de Pai de Santo morto a tiros nega acusação de estupro e pede justiça
IVINOTICIAS
A família de Valdinei Custódio Vanderlei, de 47 anos, morto a tiros na madrugada de 2 de fevereiro de 2025, no bairro Lageado, em Campo Grande, nega a acusação de estupro durante um trabalho espiritual.
Valdinei, que atuava como pai de santo há 15 anos, foi assassinado após ser acusado de ter violentado uma jovem de 21 anos, que acompanhava o pai em uma consulta no terreiro onde ele trabalhava. O suspeito fugiu após o crime e ainda não foi localizado.
FAMÍLIA CONTESTA VERSÃO E ESCLARECE FATOS
Revoltadas, a esposa de Valdinei, de 43 anos, e a filha, de 21 anos, procuraram a reportagem do site Ivinotícias para esclarecer o ocorrido. Segundo elas, não houve qualquer episódio de estupro durante o trabalho espiritual.
“Elas afirmam que os trabalhos começaram às 18h daquele sábado, com a presença de diversas testemunhas, incluindo um jovem de 17 anos, portador de paralisia cerebral e irmão da vítima; a mãe de Valdinei, que é mãe de santo do terreiro; um senhor de 60 anos que buscava atendimento espiritual; além de Daílton Márcio de Oliveira e sua filha, Vanda Emily.”
Segundo relato da família, Daílton procurou Valdinei na quinta-feira anterior ao crime e foi informado de que a consulta espiritual custava R$ 150. No entanto, como aos sábados o terreiro realizava atendimentos gratuitos, ele retornou nesse dia. Ele teria solicitado dois trabalhos: um para abertura de caminhos e outro de amarração amorosa.
Durante o ritual, Valdinei incorporou a entidade Zé Pilintra, que jogou cerveja em Daílton. O homem, irritado, questionou o ato e ouviu da entidade que “não havia macumba capaz de trazer sua mulher de volta, pois ele já havia lhe causado muito mal no passado.”
Furioso, Daílton deixou o terreiro levando a filha, mas retornou cerca de meia hora depois armado. Sem dizer nada, efetuou três disparos contra Valdinei, atingindo-o pelas costas. O crime aconteceu diante do irmão da vítima, que, desesperado, suplicou pela vida do pai de santo. O homem de 60 anos que estava presente também presenciou o assassinato.
Testemunhas reforçam versão da família
As cinco pessoas que acompanhavam o trabalho espiritual permaneceram no terreiro durante todo o tempo, presenciando tanto a saída inicial de Daílton quanto seu retorno armado para cometer o crime, por volta das 2h da madrugada de domingo (02/02).
RELEMBRE O CASO
De acordo com uma testemunha ouvida pela polícia, Valdinei estava realizando um trabalho espiritual para Daílton quando foi assassinado. No boletim de ocorrência, consta que o suspeito teria se irritado após o pai de santo, já incorporado pela entidade, jogar cerveja nele.
Após sair furioso do local, Daílton retornou armado e efetuou os disparos contra Valdinei, fugindo em seguida em um Fiat Uno prata.
A polícia segue investigando o caso e tenta localizar o suspeito.









