Professora de Dourados é alvo de operação que investiga movimentação de mais de R$ 1 bi

Organização criminosa atuava em lavagem de dinheiro com compra de criptomoedas, créditos de carbono e exportação de alimentos


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Material apreendido nos mandados de busca em Dourados (Foto: Reprodução, SIG)
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A organização criminosa que movimentou mais de R$ 1 bilhão também atuava em Dourados, onde a polícia cumpriu dois mandados de brusca e apreensão. Uma professora que não teve a identidade revelada é investigada, mas não foi presa.

 

Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, que contou com apoio do SIG (Setor de Investigações Gerais), a mulher atuava na captação de clientes interessados em investimentos em moeda digital.

 

No dois locam onde foram cumpridos os mandados, os agentes do SIG apreenderam um notebook, dois telefones celulares e diversos cartões.

 

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, em ação conjunta com a 17ªDP e a DRCC. O objetivo da Operação Policial “EBDOX” é desarticular uma organização criminosa dedicada à prática de estelionatos na modalidade do golpe do falso investimento.

 

A operação investiga um esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimentos online, que causou prejuízos milionários a centenas de vítimas em todo o país.

 

Os golpistas, liderados por indivíduos de nacionalidade chinesa, cooptavam brasileiros para atrair investidores para a plataforma EBDOX, que prometia altos retornos. Quando as vítimas tentavam sacar o dinheiro, eram surpreendidas com taxas e bloqueios, até que a plataforma desaparecia.

 

O SIG/NRI de Dourados teve um papel importante na investigação, auxiliando na coleta de informações e no cumprimento de mandados na região.

 

Uma das empresas destinatárias do proveito do crime movimentou mais de R$ 1.000.000.000,00 durante o ano passado. Os valores eram lavados através da compra de criptomoedas, créditos de carbono e com a exportação de alimentos de Boa Vista/RR para a Venezuela.

 

Ao todo, são sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 3 de prisão temporária nas cidades de São Paulo/SP, Guarujá/SP, Boa Vista/RR, Curitiba/PR, Dourados/MS e Entrerios/BA, além de medidas de sequestro de valores.

 

Os autores irão responder pelos crimes de estelionato (fraude eletrônica), organização criminosa e lavagem de capitais.


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