Geral
Defesa de Bolsonaro protocola novo pedido de prisão domiciliar
Advogados ressaltam que ausência de monitoramento médico contínuo pode gerar risco de morte
PLENO NEWS
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram um novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-chefe do Executivo nesta terça-feira (17), frisando seu delicado quadro de saúde. O líder conservador está internado no Hospital DF Star, em Brasília, recebendo tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral.
A defesa afirma que a “permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo”, e que a disponibilidade de uma equipe médica de plantão não basta para garantir o acompanhamento contínuo que ele necessita, nem a resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito.
O documento ressalta ainda que os últimos pareceres médicos já haviam apontado o risco “de pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória aguda, eventos cardiovasculares, traumatismos decorrentes de quedas e até morte súbita, especialmente em paciente com quadro de multimorbidade e idade avançada”.
Dessa forma, aponta que a recente internação torna nítido que os alertas feitos pelos médicos e advogados já não se tratam de “hipóteses abstratas ou de risco meramente projetado”, mas sim da “concretização de evento clínico grave, compatível com as advertências médicas que vinham sendo reiteradamente apresentadas nos autos”.
– A presente manifestação decorre de fato superveniente de extrema gravidade que culminou na internação do Peticionário, diretamente relacionado ao seu quadro clínico e aos riscos médicos reiteradamente apontados pela defesa e pelos profissionais responsáveis por seu acompanhamento – diz o documento.
Por fim, o texto reitera que a inexistência do monitoramento clínico contínuo pode gerar “intercorrências potencialmente fatais” e pede que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsidere sua decisão de negar a prisão domiciliar humanitária proferida no último dia 4 de março.











