Denunciado pelo Gaeco é exonerado de cargo com salário de R$ 16.836

Inácio da Silva Espíndola era assessor especial na Casa Civil e foi vereador


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CAMPO GRANDE NEWS

Policial do Gaeco durante cumprimento de mandado no complexo de regulação de vagas do SUS em Campo Grande. (Foto: Juliano Almeida)
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Denunciado na Operação Gutenberg, Inácio da Silva Espíndola deixou cargo comissionado na Casa Civil do governo de Mato Grosso do Sul. A exoneração a pedido foi publicada na edição desta quinta-feira (dia 30) do Diário Oficial do Estado.

O cargo era de direção gerencial superior e assessoramento, símbolo CCA-06, na função de assessor especial. De acordo com o Portal da Transparência do governo, ele teve remuneração de R$ 16.836,63 em junho deste ano. Inácio também foi vereador em Laguna Carapã, a 305 km de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, uma pessoa emprestou a conta para que o comissionado recebesse dinheiro. Em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ele teria confirmado que o valor era dele.

A trajetória política de Inácio Espíndola em Laguna Carapã começou em 1997, quando assumiu pela primeira vez uma cadeira na Câmara Municipal. Ele voltou a se eleger vereador nos anos seguintes, até 2008, sempre pelo PSDB.

Durante a passagem pelo Legislativo municipal, presidiu a Câmara de Laguna Carapã e também integrou a União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul. Em 2012, concorreu à prefeitura do município, mas foi derrotado.

O Gaeco denunciou 17 pessoas na Operação Gutenberg, que foi às ruas em 7 de julho contra esquema de corrupção por meio de livros paradidáticos, com tentáculos na regulação de vagas para atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

A denúncia por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro chegou à 2ª Vara Criminal de Campo Grande na sexta-feira (dia 24).

No dia da ação do Gaeco, o governo de Mato Grosso do Sul divulgou nota informando que, por meio de suas forças de segurança, apoiou a operação que apura a existência e atuação de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública.

“A gestão estadual mantém contínuas ações de compliance e transparência, e como padrão de conduta em todos os casos sob investigação já determinou o afastamento e/ou a exoneração dos servidores envolvidos.  Por meio da Secretaria de Estado de Saúde, e também da Controladoria-Geral do Estado, além de acompanhar as diligências policiais também instaurou, simultaneamente, auditoria dos procedimentos sob tutela do Executivo, com irrestrito compromisso de lisura e integridade com administração pública', informou a nota.


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