Júri Popular condena médico Miguel Angel e o segurança Wandir Roque


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O segurança Wandir Roque Fernandes da Silva, de 48 anos foi condenado a 34 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo júri popular realizado na cidade de Dourados e o médico de nacionalidade paraguaia Miguel Angel Carvalhar Arevalos, de 44 anos, a 47 anos - pela morte do também médico Ademir Aparecido Pimenta dos Reis, em uma emboscada próximo a ponte do córrego do baile no dia 21 de março de 2007, na rodovia MS-473.
O veredito final foi lido no inicio da madrugada desta sexta-feira pelo juiz que presidiu a sessão Dr. Rubens Witzel Filho. O júri durou aproximadamente 15horas e foi marcado por embates e debates tanto pela acusação (Ministério Público) bem como pelos advogados que acompanham os réus confessos do crime. Dos 07 jurados, seis foram homens e apenas uma mulher. Das 31 pessoas convocados para depor, apenas 04 foram utilizadas apurou o site Nova Notícias (o único órgão de imprensa de Nova Andradina que acompanhou o caso, três de acusação e uma testemunha de defesa.
O julgamento aconteceu no plenário Weimar Gonçalves Torres, no Fórum de Dourados.
Wandir Roque em seu depoimento confirmou que estava junto com o médico no dia do crime e confirmou ter efetuados os disparos contra as vitimas e ser o dono do revolver, mas segundo ele os tiros foram efetuados para o alto e não teria atingido ninguém.
Já o médico Miguel Angel disse que ele fez um único disparo e foi contra a vitima (médico Ademir Pimenta), mas negou tenha tentado matar a psicóloga Sueli Pinheiro e enfermeira Amanda Barth que no dia do crime seguiam juntas com a vitima fatal no trajeto Taquarussu a Nova Andradina. O médico réu disse ainda no depoimento que a vítima fatal teria feito ameaças e isto o a motivou a cometer o crime.
Ainda em seu depoimento Miguel Angel disse que a enfermeira Fátima foi quem arquitetou tudo; ele também confirmou que manteve o um caso amoroso com a Fátima no período em que permaneceu em Taquarussu e o médico Ademir também teria tido um caso com a Fátima bem como com outras pessoas da cidade, inclusive políticos e empresários, pois ela era uma mulher sedutora e atraente, pontuou Angel.
Com relação ao caso amoroso, Miguel Angel relatou perante o juiz que Fátima teria lhe dito assim que o conheceu que era solteira e virgem e tinha se apaixonado por ele (Miguel). Mesmo sendo casado na época o medico Miguel, acabou mantendo um relacionamento amoroso com a enfermeira Fátima e isto teria provocado ciúmes à vítima fatal (medico Ademir).
No decorrer do depoimento que foi o mais longo de todos do júri, o médico Miguel Angel disse que quando estava preso em Nova Andradina foi torturado por delegados e alguns agentes de policia e só concedeu a entrevista a uma rádio da cidade por insistência do repórter e do delegado. O áudio das entrevistas feitas com o Wandir, Miguel Angel e com a enfermeira foram apresentadas pelo Ministério Público.
Na condução do júri esteve o juiz da comarca de Maracaju, Dr. Rubens Witzel Filho. O advogado Omar Blanco defendeu o Wandir Roque e os advogados Leandro Gianni, Marcio Ricardo e Upiran Jorge, o médico Miguel Angel. Representando o Ministério Público esteve o Promotor de justiça Dr. Elcio Felix A’angelo.
Em alguns momentos do depoimento Miguel Angel chegou se emocionar e dizer estar arrependido do que fez. Várias pessoas, entre parentes das vítimas e alguns parentes dos acusados, advogados e estudantes de direito acompanharam o desenrolar do júri, que terminou as 00h30 minutos desta sexta-feira. Os advogados de defesa disseram que vão recorrer da decisão. Não foi permitido fazer imagens e fotografar os réus no interior do pelnário do júri.


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