Fátima do Sul
Mesmo com decisão da Justiça, menina não consegue obter canabidiol em Fátima do Sul
Fabrício Silveira Pinto, 42 anos, policial militar ambientallotado em Dourados (MS) - luta com ajuda da Justiça para salvar a vida dafilha, de 8 anos, que tem Síndrome de West doença que provoca convulsões ecrises epiléticas, e precisa do tratamento com canabidiol remédio fabricado abase de maconha.
O pai conseguiu uma liminar da justiça que obriga o Estado ea Prefeitura de Fátima do Sul a fornecerem o medicamento, mas depois de 50dias, nada foi feito.
Fabrício informou que tem a guarda da menina de 8 anos, quediagnosticada com a doença de West, precisa do tratamento com canabidiol. Oproblema é que, como o remédio foi liberado no país há pouco tempo, o Estado ea Prefeitura justificam que ainda é difícil encontrar o medicamento.
A menina, que já fez outros tratamentos e ainda não recebeuo remédio ideal, ficou internada na UTI por 7 dias e mais 20 dias no HospitalUniversitário de Dourados. Ela está recebendo outro medicamento para as crisesnão piorarem, mas o remédio não ajuda muito, e segundo o pai da menina, elavive agora em estado vegetativo.
A liminar que a Justiça de Fátima do Sul concedeu, já tem emtorno de 50 dias, mas até agora o policial não conseguiu o medicamento. Emcontato com o procurador do município, Fabrício foi informado que a Prefeiturapoderia repassar a ele o dinheiro do remédio, já que não estavam conseguindo omedicamento em si.
De acordo com o pai da criança, primeiro a prefeitura haviapedido um prazo de 5 dias, que se estendeu por mais 20 dias e depois mais 48horas. Mas até o momento não há previsões de quando a menina será tratada com oremédio correto.
O Procurador Fábio Mendes, de Fátima do Sul, explicou ocaso para a equipe de reportagem: Estamos cientes do caso de Fabrício e jáfizemos os tramites legais. Porém não existe fornecedor do medicamento no país.O laboratório informado pelo pai da paciente fica nos EUA e nós sugerimos aele, que tentasse a compra do remédio como pessoa física, pois deveria ser maisrápido do que as transações através do poder público. Forneceríamos a ele ovalor do medicamento. Pelo prazo que tínhamos do laboratório, acreditamos quedentro de 15 dias o medicamento deve chegar em MS e será encaminhado para omunicípio, onde o pai da paciente poderá retirá-lo.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),apesar da liberação do medicamento no país, o processo para importar produtoscom a substância ainda exige autorização excepcional.
Um conjunto deiniciativas foram adotadas nos últimos 12 meses para permitir quepacientes brasileiros tenham acesso a produtos à base de canabidiol, mesmonão havendo registro desses produtos como medicamento no Brasil e nos países deorigem.











