DEODÁPOLIS: Após 4 anos, MPE volta a apurar fraudes na Câmara e prefeitura


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O MPE (Ministério Público Estadual) abriu dois inquéritospara apurar supostas fraudes em diárias na Câmara Municipal e irregularidadesna gestão atual da prefeitura de Deodápolis. A abertura das investigações foipublicada na edição de hoje (31) do Diário Oficial do órgão. Aprefeita Maria das Dores de Oliveira Viana (PT) já foi alvo de inquéritodo ministério público aberto em 2015 e a Câmara também foi investigada, porémna gestão anterior, em 2012. 


A promotoria quer saber se houve, de fato, fraude em diáriaspor parte da presidente da Câmara Municipal, vereadora  Karenn RamsdorfLeonardo da Silva (PSDB). A investigação surgiu após uma denúncia na ouvidoriado MPE.


A assessoria da Câmara informou que a vereadora não temconhecimento do inquérito, mas deve se defender, alegando que nunca ocorreuirregularidade no pagamento de diárias. Para a assessoria, a denúncia foi feitapor algum opositor político, porque Karenn é pré-candidata à prefeitura domunicípio para as eleições deste ano. 


Outro inquérito apura se a prefeita Maria das Dores cometeuirregularidades no Relatório de Gestão Fiscal referente ao ano de 2013. Adenúncia foi protocolada na promotoria, em 2015.


A prefeita também disse que não foi notificada pelo MPE, masvai tomar conhecimento do assunto. Ela já foi investigada pelo Gaeco (Grupo deAtuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que esteve no departamentopessoal recolhendo documentos, em 2015. A prefeita alegou que resolveu asirregularidades investigadas na ocasião.


“Teve algumas questões, porque foi feita uma reformaadministrativa quando entrei na prefeitura e o pessoal que fez essa reformapara nós teve falhas, nós não tínhamos muito conhecimento sobre eles, mas nósfomos informados das irregularidades e refiz a reforma. Tivemos orientações daprópria promotoria e isso deve estar tramitando, mas desse novo inquérito eunão tenho conhecimento”, disse a prefeita.


Investigações - Maria das Dores foi acusada de maquiarbalancetes e deixar de fazer a prestação de contas da prefeitura, no anopassado. As denúncias foram feitas pelo vereador Paulo Roberto de Oliveira Paz(PSDB). Ela enfrentou Comissão Processante e o caso chegou ao Ministério Público. 

De acordo com o MPE, há mais de dois anos foram solicitadosdocumentos à prefeitura, porém várias vezes o requerimento precisou serreiterado e reformulado, pois sempre esbarrou em inúmeras formas de ocultarinformações por parte da prefeita. Em abril do ano passado, foram cumpridosmandados de busca e apreensão de documentos na prefeitura para apurarcontratação ilegal de servidores pelo município. 


A Câmara municipal também já recebeu visita do Gaeco, porémna gestão anterior. Em 2012, cinco vereadores foram alvos da Operação Curupira,que investigou recebimento de diárias ilegais e fraude em empréstimosconsignados. 


Foram investigados o presidente da Casa de Leis,Expedido Ponciano (PSD), o vice-presidente José Manoel (PDT), o primeirosecretário Márcio Teles (PSD), o segundo secretário Francisco Euzébio, ValdemirTrevizan (PMDB); além do contador da Câmara, Osvaldo Ursolino da Rosa, e atrabalhadora terceirizada Letícia Ramalheiro.


A operação constatou que vereadores receberam R$ 36 milde mensalinho durante oito meses de 2012, por meio de diáriaspor viagens que não aconteceram.


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