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Publicado em: 10/08/2018 às 15h07

Sabotagem em pontos eletrônicos vai de chiclete em câmeras a cola quente em sensor

Suspeita recai sobre servidores; ocorrências devem ser investigadas em sindicâncias


Topmidia News

Foto: Reprodução / MPMS

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse, nesta sexta-feira (10), que a sabotagem a pontos eletrônicos instalados em unidades de saúde tem causado prejuízos ao município. "Sabemos da resistência em verificar o horário de entrada e saída. Claro que não são todos. Mas isto é a demonstração positiva e contundente que a gente falava era verdade", comentou.

 

Na quarta-feira (8), a promotora de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, fez vistoria na UPA do Coronel Antonino e constatou as irregularidades nos aparelhos.

 

Marquinhos informou que, em alguns casos, o município chegou a ampliar a vigilância com a instalação de câmeras de segurança, "mas colocaram chicletes". "É dinheiro gasto cada vez mais do que poderia fazer. R$ 1 mil que seja faz falta e os gastos são muito mais do que isto", lamentou.

 

Mesmo diante do fato constatado pelas demais autoridades, o prefeito ainda não descarta a possibilidade de o fato vir a se repetir. "Claro que pode se repetir, como está acontecendo. Mas vamos tomar outras medidas". Além de chiclete, tem sido usada cola quente no sensor para estragar os aparelhos.

 

Sindicância

Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o município vai ter que agir conforme manda a legislação. "Vamos abrir um boletim de ocorrência, de extravio de dano público e vamos fazer uma sindicância, vai ser averiguada a responsabilidade de quem fez".

 

Vilela ainda lembrou que o ponto eletrônico foi instalado em um lugar em que havia menor circulação de pessoas. "Colocamos em um ponto justamente onde diminuía a possibilidade de alguém entrar lá, mas, infelizmente, a gente não tinha recurso para colocar com câmera. Enfim, a gente tem que acreditar no trabalho da polícia e averiguar a responsabilidade".

 

Ao ser questionado se um servidor for pego fazendo isto caberia exoneração do cargo, Marquinhos foi enfático: "antes de qualquer procedimento será concedido o direito da ampla defesa".

 

Ele ainda voltou a reforçar que os promotores viram o que estava acontecendo. "A olho vivo viram o que estava acontecendo. Mas é preciso mostrar à população também que isto não é contra eles", destaca.

 

Ao ser questionado se servidores municipais teriam danificado o ponto propositadamente, o prefeito declarou: "seria leviana dizer a autoria, todavia, a quem mais interessa [o ponto eletrônico]?", questionou. Vilela ainda pontuou: "não podemos fazer afirmação que a gente não tem certeza, mas cria viés da gente acreditar", finaliza.