Gaviões estende faixas de protesto no CT do Corinthians


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GAZETA ESPORTIVA

Foto: Reprodução
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Membros da Gaviões da Fiel, principal organizada do Corinthians, estenderam faixas de protesto no CT Dr. Joaquim Grava nesta terça-feira. A torcida está insatisfeita com os resultados negativos da equipe, que já amarga um jejum de nove jogos sem vencer.

 

"Elenco vagabundo", "acabou a paciência", "jogadores omissos" e "joga por amor ou terror" foram as frases penduradas no muro.

 

A Gaviões vem organizando uma série de protestos nos últimos dias. Na segunda-feira, membros da organizada estiveram no CT e cobraram os jogadores.

 

"Vocês derrubaram o técnico, rapaz. Que técnico vocês querem, irmão?", questionou Alê Oz, presidente da Gaviões da Fiel, fazendo referência à demissão de Dorival Júnior, demitido no último domingo.

 

No último domingo, a Fiel Torcida já havia organizado um forte protesto nas arquibancadas da Neo Química Arena após a derrota para o Internacional. O time alvinegro foi alvo de cantos como: "Bando de cu***, tem que ser homem para jogar no Coringão, "ou joga por amor ou joga por terror" e "vergonha, time sem vergonha".

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A principal organizada do Corinthians também protestou na saída do ônibus da delegação corintiana da Neo Química Arena. O alvo principal da uniformizada foram os jogadores, e não o técnico Dorival Júnior, que deixou o clube após a partida.

 

A Gaviões também esteve no CT Dr. Joaquim Grava na última quinta-feira, logo após a derrota para o Fluminense por 3 a 1, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. A organizada conversou com o agora ex-treinador Dorival Júnior e todos os jogadores do elenco, além do presidente Osmar Stabile e do diretor Marcelo Paz.

 

Cobrança da torcida no Parque São Jorge
Parte da torcida também cobraram a diretoria presidida por Osmar Stabile no Parque São Jorge. Dois torcedores seguraram uma faixa, em frente aos portões da sede social do clube, com os seguintes dizeres: "O clube sangra por conta dos 'seus' dirigentes: Osmar, nova era Dualib".

 

A faixa faz referência à gestão do ex-presidente Alberto Dualib, que esteve à frente do clube de 1993 a 2007, ano do rebaixamento. No mesmo ano, ele renunciou ao cargo durante um processo de impeachment no Conselho Deliberativo do clube. Investigado e denunciado pelo Ministério Público Federal, ele ainda teve seu nome excluído do quadro de sócios.

 

O ex-presidente, falecido em 2021, sofreu acusações de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e emissão de notas frias contra ele. Em 2013, ele foi condenado pelo desvio de R$ 1,4 milhão dos cofres do Corinthians.


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