Capital
Dupla que sequestrou idosa durante golpe do falso bilhete premiado vai continuar presa
Presos em flagrante passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (18)
MIDIAMAX
A Justiça converteu em preventiva as prisões de Maikon José Kolberg, de 35 anos, e de Elton Rodrigues Lima, de 66 anos, presos em flagrante após sequestrarem uma idosa durante golpe do bilhete premiado, na última terça-feira (16), em Campo Grande. A dupla passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (18).
Durante a audiência de custódia, os presos declararam que foram vítimas de tortura e maus-tratos durante a prisão em flagrante. Eles relataram que, após condução à delegacia, foram levados para uma sala reservada, onde teriam sofrido agressões físicas e psicológicas.
Segundo as declarações, os agentes colocaram um saco sobre a cabeça deles, impedindo a respiração. Além disso, ao mesmo tempo, teriam desferido choques elétricos e apontavam uma arma de fogo na direção da boca de cada um.
Conforme os relatos, as agressões e torturas teriam ocorrido nas dependências da delegacia, em local destinado à realização de interrogatórios ou abordagens mais reservadas.
Diante das acusações feitas pelos presos, o MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e a defesa, manifestaram pelo encaminhamento das alegações ao Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) para as devidas apurações.
A defesa solicitou novo pedido de corpo de delito para Elton. A solicitação foi aceita pelo juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que assinou a decisão da audiência de custódia.
Dupla especialista em golpes
Naturais de Santa Catarina, a dupla seria especialista em golpes. Os dois teriam sido apontados como autores de outros três casos de estelionato registrados em Mato Grosso do Sul.
Maikon tem passagens por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Contra ele também havia um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Criminais Regional de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Conforme a Polícia Militar, Elton, que havia deixado a prisão há cerca de 30 dias, tem passagens por estelionato e falsificação de documento. Os dois permanecem presos em Campo Grande.
Relembre o caso
A vítima foi abordada enquanto saía de um laboratório. Um dos suspeitos se aproximou dizendo que tinha um bilhete premiado de R$ 8 milhões, mas que não poderia sacar o prêmio devido a questões religiosas. O comparsa se aproximou e, então, eles começaram uma espécie de negociação com a idosa.
Os suspeitos convenceram a vítima que foi com eles até a casa dela, no próprio carro, e retirou S$ 5.843 mil de um cofre. Ela ainda deu mais dinheiro, em torno de R$ 12 mil, totalizando cerca de R$ 40 mil.
Porém, eles ainda a convenceram a fazer um empréstimo e foram com ela até o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), onde há uma agência bancária. Lá, a idosa passou a suspeitar e falou com o policial militar que trabalha na segurança.
Então, eles voltaram até o carro e houve uma tentativa de abordagem. Já com a servidora aposentada dentro do carro, a dupla arrancou com o veículo.
O policial fez um disparo, que atingiu o carro. Pouco depois, os suspeitos pararam e abandonaram o veículo com a vítima e fugiram para uma área de mata no Parque dos Poderes.
Assim, equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Batalhão de Choque, 1º BPM, 9º Batalhão e Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) foram até o local.
Os policiais prenderam os suspeitos em flagrante.










