Terremotos atingem EUA, Japão e Venezuela em menos de 24 horas

Países estão localizados no chamado Círculo de Fogo do Pacífico


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PLENO NEWS

Foto: Divulgação
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Nesta quinta-feira (25), um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o Japão, horas depois de fortes tremores registrados na Venezuela e de um abalo sísmico na Califórnia, nos Estados Unidos. Apesar da sequência de ocorrências, especialistas afirmam que os eventos não estão necessariamente relacionados entre si, pois ocorreram em diferentes sistemas de falhas geológicas.

 

No Japão, o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo informou que o terremoto atingiu a costa leste da ilha de Honshu. O epicentro foi localizado na província de Iwate, a 50 quilômetros de profundidade. As autoridades descartaram risco de tsunami.

 

Pela escala sísmica japonesa, o tremor alcançou intensidade superior a 6 na província de Aomori, nível que dificulta a locomoção das pessoas. Também não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares de Onagawa e Higashidori.

 

Nos Estados Unidos, um terremoto de magnitude 5,6 atingiu uma área rural da Califórnia na quarta (24). De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi o maior tremor registrado na região desde 1940.

 

O epicentro ficou a oito quilômetros de profundidade e a cerca de 12 quilômetros da cidade de Willits. Houve relatos de feridos, mas nenhuma morte foi confirmada. Além disso, seis cidades registraram interrupções no fornecimento de energia, afetando mais de 6 mil moradores.

 

A Rússia também registrou um tremor de terra de magnitude 5. O epicentro ocorreu no Golfo de Kronotsky, a aproximadamente 161 quilômetros de Petropavlovsk-Kamchatsky, a 15 quilômetros de profundidade, segundo informações do serviço geofísico da Academia Russa de Ciências.

 

Já a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 entre a tarde e a noite de quarta, seguidos por cerca de 20 réplicas. Em comunicado divulgado pela emissora estatal Telesur, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência.

 

As áreas mais afetadas foram Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guaira. O governo também suspendeu as aulas e convocou profissionais da saúde para atuar na resposta ao desastre.

 

CÍRCULO DE FOGO DO PACÍFICO


Os terremotos registrados na Venezuela, nos Estados Unidos e no Japão voltaram a chamar atenção para regiões sujeitas a intensa atividade geológica. Os EUA e o Japão fazem parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, enquanto a Península de Kamchatka, na Rússia, também integra essa faixa de alta atividade sísmica.

 

A região se estende por cerca de 40 mil quilômetros ao redor do Oceano Pacífico, passando pela costa oeste das Américas, Alasca, Japão, Sudeste Asiático e Nova Zelândia. O nome é uma referência à grande concentração de vulcões e terremotos na área.

 

Cerca de 90% dos terremotos do planeta e 75% dos vulcões ativos estão localizados nessa faixa geológica. O fenômeno ocorre porque a região reúne importantes limites entre placas tectônicas, que estão em constante movimento.

 

Quando essas placas colidem ou deslizam umas sobre as outras, a energia acumulada é liberada em forma de terremotos. Em alguns casos, o processo também favorece a formação de magma, responsável pela atividade vulcânica.

 

No Japão, várias placas tectônicas se encontram em uma das áreas mais complexas do mundo, o que explica a frequência dos tremores. Já na Califórnia, a Falha de San Andreas é uma das estruturas geológicas mais conhecidas, responsável por diversos terremotos ao longo da história.

 

Na América do Sul, a interação entre as placas de Nazca e Sul-Americana formou a Cordilheira dos Andes e mantém elevada a atividade sísmica ao longo das costas do Chile e do Peru.



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