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Justiça solta vereador preso após acidente e impõe tornozeleira por 180 dias
Dionaldo Morinigo estava preso desde 18 de setembro; parlamentar de Ponta Porã deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno e outras medidas cautelares
JORNAL DA NOVA
O vereador de Ponta Porã e subtenente do Corpo de Bombeiros Militar Dionaldo Morinigo (PDT) foi colocado em liberdade por decisão da Justiça. Preso desde 18 de setembro após se envolver em um acidente de trânsito, o parlamentar deverá usar tornozeleira eletrônica por 180 dias e cumprir recolhimento domiciliar noturno.
A decisão foi proferida na terça-feira (29) pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da 1ª Vara Criminal e Juiz das Garantias de Naviraí, conforme informações do "Campo Grande News".
Ao conceder liberdade provisória, o magistrado determinou que Dionaldo permaneça em casa diariamente, das 22h às 5h30, inclusive aos fins de semana e feriados. O vereador também deverá comparecer à Justiça a cada dois meses e atender às convocações relacionadas à investigação.
Entre as demais medidas cautelares, o parlamentar está proibido de manter contato com a vítima e testemunhas. Também deverá comunicar previamente eventual mudança de endereço ou ausência da residência por período igual ou superior a oito dias.
Segundo a decisão, manter Dionaldo preso enquanto providências pendentes no inquérito não fossem concluídas poderia resultar em excesso de prazo para eventual oferecimento de denúncia, situação que, no entendimento do magistrado, não poderia ser atribuída ao investigado devido à falta de documentos no procedimento.
Prisão ocorreu após acidente
Dionaldo foi preso na noite de 18 de setembro, em Ponta Porã, após se envolver em um acidente de trânsito. Na ocasião, havia suspeita de que ele conduzia o veículo sob efeito de álcool.
Conforme as informações divulgadas à época, o vereador dirigia uma Toyota Hilux que atingiu a lateral de uma VW Saveiro conduzida por um adolescente de 17 anos. O jovem foi socorrido por familiares e encaminhado ao hospital em estado grave.
Um policial civil que presenciou o acidente teria seguido a Hilux e abordado o parlamentar aproximadamente dois quilômetros depois. Durante a abordagem, segundo o registro da ocorrência, foi localizada uma pistola Sig Sauer calibre 9 milímetros, de origem paraguaia e sem registro.
Dionaldo recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Diante disso, foi elaborado um auto de constatação de embriaguez com base nos sinais observados pelos policiais.
A ocorrência também registrou suspeitas de corrupção ativa, ameaça e desacato. Conforme relato reproduzido pela Justiça, o vereador teria mencionado sua condição de bombeiro e parlamentar, citado parentesco com uma figura política local e questionado o policial sobre a possibilidade de resolver a situação sem o registro formal da ocorrência. O documento também atribui a ele ofensas e ameaça contra o servidor.
As circunstâncias do caso seguem sob apuração.











