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Nº de empresas inadimplentes atinge recorde de 9,3 milhões
Informações são da Serasa Experian
PLENO NEWS
O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu o nível recorde de 9,3 milhões em agosto, mostra levantamento da Serasa Experian. O montante representa um crescimento de 14,3% na comparação com igual mês do ano passado, em meio à pressão dos juros restritivos.
Em volume, as dívidas inadimplidas alcançaram R$ 244,4 bilhões, a um total de 68,2 milhões de operações. Em média, cada empresa no vermelho tinha 7,4 contas negativadas, com um passivo médio de R$ 26.355,13 por CNPJ e tíquete médio de R$ 3.583,96.
– A inadimplência empresarial cresce em ritmo menor, mas ainda muito elevado: a variação anual recuou de 28,7% para 14,3%, permanecendo em dois dígitos – afirma a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.
– O crédito continua caro, o caixa permanece pressionado e o ambiente segue especialmente restritivo para os negócios de menor porte – explica.
Mais da metade das companhias negativadas (56%) figuram no setor de serviços, enquanto quase um terço (32%) estão no comércio. A indústria respondia por 8% da base total, enquanto o setor primário aparecia com 0,9%. O restante dos segmentos representavam 3,1% da inadimplência empresarial.
No recorte pelo porte das companhias, as micro e pequenas empresas concentravam 8,8 milhões de CNJP inadimplentes. Em média, cada uma delas acumulava 7 contas negativadas, a um dívida média de 23.902,98 e tíquete médio de R$ 3.435,34. Ao todo, são 61,4 milhões de dívidas, a R$ 211 bilhões.
Apesar dos desafios, a demanda PJ por crédito cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses e as concessões de capital de giro avançaram 113,9%.
– Em um contexto de inadimplência recorde, esse movimento parece estar mais associado à necessidade de financiar o caixa e manter a operação do que à redução do endividamento ou à expansão dos negócios – analisa Abdelmalack.
Maior economia do país, o Sudeste também era o domicílio da maior parte do volume de empresas no vermelho, sobretudo São Paulo (3,2 milhões), Minas Gerais (927,4 mil) e Rio de Janeiro (879,9 mil). Na sequência, Paraná abrigava 613.012 dos CNPJs negativados e Rio Grande do Sul, 539.319.
Na ponta da origem, 31,7% dos débitos vinham do setor de serviços, seguido de bancos/cartões (19,7%). Mais distante, cooperativas aguardavam o pagamento de 8,5% do passivo empresarial, acompanhado de serviços básicos (6,7%) e Telefonia (6,2%). Em resumo, 75,6% do passivo negativado vem de setores não financeiros.











