Padre de Dourados pede perdão após ‘rogar praga’ contra quem colou adesivo de candidato em seu carro

Ele confessou que, no momento do ocorrido, ficou indignado e se expressou mal


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DOURADOSNEWS

Foto: Divulgação
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Depois de fazer uma postagem em rede social “rogando praga” em quem colou um adesivo de candidato no carro paroquial, o padre Alex Gonçalves Dias que exerce suas atividades sacerdotais em Dourados, publicou um texto confessando que ficou indignado e pedindo perdão.

 

“Tem que ser um filho de uma ‘égua’ [simbolizada por figurinha] pra colar um adesivo desses no meu carro. Vou rogar uma praga pra te buscar, nem que seja nas trevas: Tomara que tua mão seque e teu ‘pinto’ [simbolizado por figurinha] nunca mais levante”, escreveu o padre em cima de uma foto que mostrava um adesivo de campanha à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), colado na lataria do veículo.

 

O adesivo teria sido colado no domingo, dia 25, em frente ao local em que o padre foi votar, no 2º turno das Eleições Gerais de 2026, quando Lula disputou e venceu a reeleição à presidência da República contra Flávio Bolsonaro (PL). A postagem foi feita em formato que desaparece após um período de 24h.

 

O padre chegou a apagá-la, mas a mensagem continuou circulando na internet por meio de capturas de tela em diversas redes sociais, com internautas cobrando um posicionamento dele e da Diocese de Dourados diante da atitude.

 

Na noite de terça-feira, dia 27, veio a retratação. Ele fez uma postagem em texto em seu perfil pessoal e a Diocese a compartilhou em sua página oficial esclarecendo que foi a pedido do bispo diocesano, Dom Henrique de Lima.

 

No texto, o padre pede perdão pela forma como se expressou. “Quando escrevi que estava ‘rogando praga’, falei em tom de brincadeira, com a ironia que costumo usar em algumas postagens. Não desejei o mal àquela pessoa. Mas reconheço que passei do ponto. Uma brincadeira pode ferir, e dizer que foi brincadeira não resolve o que foi dito”, afirmou.

 

Ele confessou que, no momento do ocorrido, ficou indignado e se expressou mal. “Ser padre não me impede de sentir raiva ou de ficar chateado com algo ou alguém. Sou humano, tenho limites e falhas. Isso, porém, não me isenta de responder pelas minhas palavras, ainda mais pelo ministério que exerço”, acrescentou.

 

Em seguida, pede para ser perdoado. “Peço perdão à pessoa a quem me referi e a quem se sentiu ofendido ou decepcionado comigo. Também peço perdão por outras postagens em que meu jeito de brincar ou minha maneira de falar tenham machucado alguém”, continuou.

 

Ele relata que apagou a publicação quando percebeu a dimensão que o caso tomou. “Algumas reações contra mim também me machucaram. Ainda assim, quero reconhecer a minha parte e pedir desculpas por ela”, disse o sacerdote.

 

O padre reconheceu que deve respeito àqueles que têm opiniões diferentes. “Tenho minhas próprias convicções políticas, mas sei que, como padre, devo acolher e respeitar também quem pensa diferente de mim. Não quero que uma posição partidária coloque distância entre mim e as pessoas a quem sou chamado a servir”, completou.

 

Por fim, afirmou que o episódio deve servir de aprendizado. “Quem convive comigo conhece meu jeito, meu humor e também meus defeitos. A quem me conheceu apenas por essa postagem, entendo que minhas palavras tenham causado uma impressão dolorosa. Cabe a mim ter mais cuidado com o que digo. É com sinceridade que peço perdão. Errei na forma de me expressar e quero aprender com isso”, finalizou.


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