Capital
Com tornozeleira no pé, homem anuncia arma no Facebook e acaba preso em MS
Garrucha era oferecida por R$ 1,5 mil; anúncio em rede social chamou atenção da PM
CAMPO GRANDE NEWS
A tentativa de vender uma arma de fogo pelo Facebook terminou na delegacia para Renato Vilalba Cruz, de 31 anos, na tarde desta terça-feira (7), no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O detalhe é que ele já era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais da Força Tática do 11º Batalhão tiveram acesso a uma publicação feita em um perfil identificado como "Juliana Viana". No anúncio, uma pessoa usando tornozeleira aparecia segurando uma garrucha calibre .22 colocada à venda por R$ 1,5 mil, acompanhada da frase: "Aqui no Noroeste tem tudo".
A postagem acabou facilitando o trabalho da polícia. Após tomarem conhecimento do anúncio, os militares intensificaram rondas pela região e encontraram Renato em frente à residência dele, na Rua Indianápolis.
Durante a abordagem, nada de irregular foi encontrado com o suspeito. Questionado sobre a publicação, porém, ele admitiu ser o proprietário da arma e também o responsável pelo perfil utilizado para anunciar a venda.
Conforme o registro policial, Renato afirmou que trabalha com compra e venda de móveis e veículos e que havia adquirido o armamento para revendê-lo. Sobre a origem da arma, não deu detalhes.
A esposa dele também confirmou aos policiais que o marido utilizava o perfil "Juliana Viana" para negociações pela internet. Com autorização do casal, os militares entraram na residência e encontraram uma garrucha calibre .22 de fabricação artesanal escondida embaixo da cama.
Diante da situação, Renato recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O caso foi registrado como posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A prisão chama atenção porque Renato já era monitorado por tornozeleira eletrônica quando decidiu anunciar a arma em uma rede social aberta. Conforme consulta processual, ele também responde desde 2014 a uma ação por receptação. O boletim de ocorrência não informa se o monitoramento eletrônico está relacionado a esse processo ou a outra decisão judicial.










