MS
Presidente de hospital preso em operação nega desvio em MS
No total, a ação mobilizou equipes policiais para o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria
DOURADOSNEWS
Preso na manhã desta quarta-feira (7/10) durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, o presidente do Hospital Municipal Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure, declarou à imprensa estar tranquilo em relação às investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que apontam suspeita de envolvimento no desvio de mais de R$ 18 milhões em verbas públicas na entidade, em Sidrolândia.
Ao dar entrada na delegacia, o empresário e gestor hospitalar fez um sinal de "positivo" com o polegar para as equipes de reportagem e afirmou que tudo será esclarecido no decorrer do processo.
"Não devemos nada, tudo vai ser esclarecido. Estou com a alma tranquila e lavada, se teve alguma coisa [de errado] que aconteceu, não foi da nossa parte", declarou aos jornalistas.
O advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que faz a defesa de Breure, ressaltou ao portal Midiamax que seu cliente permanece à disposição para colaborar com as investigações.
Apuração
Jacob Breure é apontado como suposto líder de uma organização criminosa encarregada de desviar recursos estaduais e municipais repassados por meio de convênios.
O esquema consistia no superfaturamento de produtos, insumos e serviços voltados à compra de equipamentos para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel, aparelhos hospitalares e obras de reforma na unidade de saúde.
As verbas eram fracionadas e repassadas via Pix a agentes públicos, empresários e articuladores do grupo, que também atuavam para obstruir o andamento das apurações.
Além de Jacob Breure, localizado e detido em uma de suas empresas, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra o ex-assessor e articulador político Júlio César Alves da Silva e a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho, suplente de vereadora após o pleito das Eleições 2024.
No total, a ação mobilizou equipes policiais para o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.
Dirty Pix
Conforme noticiado pelo Dourados News, a primeira fase da Operação Dirty Pix foi deflagrada em novembro de 2025 após suspeitas de fraudes na aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave.
O avanço das diligências revelou que o padrão de superfaturamento e repasse ilícito se repetia em diversos outros convênios firmados para a manutenção do hospital de Sidrolândia.











