ANGÉLICA: Delegado esclarece acidente com caminhonete no Rio Ivinhema e descarta hipótese de feminicídio e suicídio

Delegado esclarece acidente que ganhou repercussão nacional após publicação do Ivinoticias e descarta feminicídio e suicídio


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REDAçãO IVINOTICIAS

Delegado esclarece acidente que ganhou repercussão nacional - Foto: Divulgação
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O delegado de Polícia Civil Gustavo Oliveira divulgou esclarecimentos sobre o acidente envolvendo um casal que caiu com uma caminhonete em um rio, caso que ganhou repercussão nacional após a divulgação de informações pelo Ivinoticias nas redes sociais. Segundo a autoridade policial, as investigações apontam que se trata de uma fatalidade, sem qualquer indício de feminicídio ou suicídio.

Delegado de Polícia Civil Gustavo Oliveira esteve no local do acidente - Foto: Jornal da Nova

De acordo com o delegado, diversos fatores podem ter contribuído para o acidente. Um dos principais pontos identificados é que as vítimas não conheciam aquela região, que corresponde a um condomínio fechado. O casal não era morador do local e também não estava alugando nenhuma propriedade, o que teria provocado a entrada equivocada na área.

 

Outro fator considerado importante é a situação das estradas da região, que apresentam diversos trechos alagados. Em alguns pontos, a água chega à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes. Essa condição pode ter levado as vítimas a acreditar que o acesso ao condomínio seria apenas mais um trecho de estrada alagada.

 

O delegado também mencionou relatos de que o casal teria passado o dia ingerindo bebidas alcoólicas. Segundo ele, essa circunstância, somada à idade dos ocupantes e à possível redução dos reflexos e da visão, pode ter contribuído para o acidente.

 

Imagens foram analisadas pela perícia

 

Um dos pontos destacados por Gustavo Oliveira é a análise técnica das imagens que registraram o momento do acidente.

 

Segundo o delegado, nas imagens é possível observar que a mulher estava sentada no interior do veículo, segurando com uma das mãos a alça de segurança, geralmente utilizada pelos passageiros ao transpor obstáculos. A análise não identificou ninguém segurando a vítima, sinais de agitação ou qualquer elemento que indicasse uma discussão ou que ela estivesse sendo levada à força.

 

Ainda conforme a investigação, os gritos de socorro da mulher ocorreram somente depois que a caminhonete entrou na água e começou a afundar.

 

Outro detalhe importante está relacionado à reação do motorista. Conforme a análise das imagens, apenas quatro segundos após a entrada do veículo na água, o condutor acionou o freio e engatou a marcha à ré, fato identificado pelas luzes traseiras da caminhonete.

 

Para a Polícia Civil, esse comportamento reforça a hipótese de que o casal entrou no local por engano e tentou retornar assim que percebeu a situação.

 

Profundidade e pressão da água dificultaram saída do veículo

 

O delegado também explicou por que as vítimas possivelmente não conseguiram sair da caminhonete.

 

Segundo ele, a rampa de acesso estava mais alagada do que o habitual, impossibilitando a visualização do declive acentuado. Em aproximadamente quatro segundos após a entrada no rio, a água já havia tomado praticamente toda a cabine e coberto a porta do veículo.

 

A pressão da água tornou extremamente difícil a abertura das portas, especialmente considerando que se tratava de duas pessoas idosas. O local apresenta aproximadamente seis metros de profundidade já nos primeiros metros após a rampa.

 

A análise pericial das imagens também não identificou qualquer momento em que as vítimas tenham conseguido sair do veículo.

 

Conforme explicou o delegado, a porta teria se aberto posteriormente, quando a caminhonete já estava no fundo do rio, possivelmente em razão da pressão da água. Nesse momento, uma das vítimas pode ter sido projetada para fora do veículo e permanece desaparecida.

 

A força da correnteza também provocou o deslocamento da caminhonete pelo fundo do rio, por uma distância estimada em aproximadamente 40 metros.

 

Polícia descarta, até o momento, morte intencional

 

Ao concluir os esclarecimentos, Gustavo Oliveira reforçou que, até o momento, não existem elementos que apontem para uma morte intencional.

 

O delegado destacou que não há histórico de violência entre o casal nem outros indícios que justifiquem uma linha investigativa diferente da hipótese de acidente provocado por erro de percepção.

 

A autoridade policial também fez um alerta sobre a divulgação de conclusões precipitadas a respeito do caso, classificando como desrespeitosas com a família das vítimas as informações que apontam para outras possibilidades sem respaldo nas investigações.

 

As buscas pela vítima que permanece desaparecida continuam em andamento.


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